Piso vinílico, NBR 15575 e INMETRO —
o que o Brasil realmente exige.
Para especificadores, construtoras e importadores que definem piso SPC e LVT em obras brasileiras. Este guia esclarece o que a NBR 15575 (Norma de Desempenho) cobre nos sistemas de piso, de quem é a responsabilidade, qual é o papel do fornecedor do material, como funciona a homologação INMETRO quando exigida — e exatamente onde um relatório CE / EN entra como evidência (e onde não substitui um ensaio brasileiro).
O mal-entendido mais comum em obras brasileiras: tratar a NBR 15575 como um “selo” que o piso recebe, ou achar que um produto “certificado na Europa” já cumpre a norma. Nenhum dos dois está certo. A NBR 15575 é uma norma de desempenho da edificação — e quem responde por ela é a cadeia construtiva, não a embalagem do piso.
Entendido esse ponto, o resto fica direto: saber o que a Parte 3 (sistemas de piso) exige, qual evidência o fornecedor entrega, quando o INMETRO entra, e como um relatório CE/EN se encaixa nesse conjunto. É o que este guia percorre.
O que a NBR 15575 cobre — Parte 3, sistemas de piso
A ABNT NBR 15575 (“Edificações Habitacionais — Desempenho”, publicada em 2013, com revisão de 2021 e emendas posteriores) é a principal norma de desempenho para edificações residenciais no Brasil. Ela tem seis partes; a Parte 3 trata dos sistemas de piso. Para o revestimento, os critérios que mais importam:
De quem é a responsabilidade
A NBR 15575 distribui deveres ao longo da cadeia. Saber onde o fornecedor do piso entra evita a confusão de achar que “comprar um piso certo” resolve a norma sozinho.
Quando um consultor de especificação pede “documentação NBR 15575” ao fornecedor do piso, ele quer a caracterização de desempenho do produto — relatórios de ensaio, VUP declarada, dados técnicos — para instruir a avaliação do sistema de piso na obra. Não existe um certificado de produto que “entregue” a conformidade da edificação.
INMETRO — quando se aplica ao piso vinílico
O INMETRO é o instituto que coordena a avaliação da conformidade no Brasil. A dúvida recorrente é se o piso vinílico SPC precisa de certificação INMETRO. A resposta honesta, sujeita a confirmação:
Não há, de forma geral, uma certificação INMETRO compulsória universal exigida para piso vinílico SPC no Brasil. Ainda assim, alguns editais públicos, grandes redes de varejo e especificadores de porte incluem o INMETRO como requisito de qualificação de fornecedor. ‹VERIFICAR o status do programa vigente para a sua aplicação, pois isso muda por portaria.›
Quando o INMETRO é exigido pelo cliente ou pelo edital, a homologação é um processo conduzido pelo importador brasileiro — não algo que a fábrica chinesa “já tem”. Como funciona, em linhas gerais:
Onde entra um relatório CE / EN
Pisos SPC e LVT de qualidade costumam carregar classificação europeia — DoP CE (EN 14041), reação ao fogo Bfl-s1 (EN 13501-1), classe de uso EN 685, estabilidade EN ISO 23999 — porque são feitos para o mercado europeu. No Brasil, o papel desses relatórios é específico e tem limite.
O que pedir ao fornecedor
Entregamos a DoP CE e os relatórios EN/ISO em todo embarque, e o dossiê técnico completo para instruir a homologação INMETRO quando exigida. Não afirmamos que o selo CE substitui a avaliação brasileira; damos ao seu especificador e ao seu importador a evidência para construir o caso de conformidade.
O dossiê técnico que entregamos
Reunido em um único pacote, para o especificador instruir a avaliação NBR 15575 e o importador instruir a homologação INMETRO quando exigida:
O comportamento do piso no clima brasileiro — base física da durabilidade e da estabilidade — é detalhado no guia de clima tropical. Os tributos e o despacho da importação estão no guia de impostos e SISCOMEX.
Quatro erros de conformidade que custam caro
Conformidade do piso no Brasil — perguntas frequentes
Precisa do dossiê técnico para a NBR 15575 ou INMETRO?
Informe o produto, a espessura e a aplicação — enviamos os relatórios EN ISO 23999, EN 685, composição química e emissão de COV, a DoP CE e a declaração de VUP para instruir a especificação ou a homologação.
Especificando piso para uma obra no Brasil? A evidência técnica acompanha.
Piso SPC e LVT direto da fábrica em Changzhou, com o dossiê técnico completo — EN ISO 23999, EN 685, composição química, emissão de COV, DoP CE e declaração de VUP — para instruir a avaliação NBR 15575 e a homologação INMETRO quando exigida.